quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Scrapbooking

O negócio é caro. Caríssimo. Uma folha boa custa de R$ 3,00 a 5,00. Mas são lindas! Coloridas, combinadas, decoradas. Fico com vontade de levar toda a loja. Comprar fitinhas, cadarços, apliques e multidões de coisas - verdade seja dita - inúteis, mas lindas e que fazem um scrap lindo. É um relaxamento total de tensões.
A situação fica mais engraçada e relaxante quando a gente vai acompanhada com uma amiga igualmente surtada por artesanato. Aí a diversão é total: compramos material para futuros (?) trabalhos, rimos, escolhemos tintas, pinceis, colas, madeira... E o cartão de crédito dos maridos...kkkk Mas não tem problema: scrap é mais barato do que uma sessão de terapia. Com um adendo: no final você terá um trabalho lindo.
Esta semana fiz isso com minha amiga-iniciadora-incentivadora-gastadora-irmã-gi (não conto o que significa; código secreto...) Ana Edite. Fomos "onde o coração ferve". E como este blog fala de chá, tenho que terminar em grande estilo: depois dos artesanatos comprados, um chá colonial completo na Cavé. Quer coisa mais gostosa?  Nessas horas, vale a pena ser mulher. Homens não fazem esse tipo de passeio. São sérios demais.
Amiga, amo você. Obrigada por me ensinar a gostar de coisas bonitinhas para fazer e por me ajudar a ficar mais pobre...mas FELIZ!"!!!!

domingo, 6 de novembro de 2011

The healing season

Fiquei impressionada. Li, em aproximadamente uma semana, dois livros de Ruth Axtell Morren. São fantásticos. O que dá título a esta postagem trata de um médico, na Inglaterra regencial, que cuida dos pobres e desvalidos e uma noite acode uma mulher que quase se matou tentando fazer um aborto. Ao lado da mulher, encontra-se uma amiga que ajuda o médico durante a noite. Ele não a reconhece, mas ela é uma atriz famosa. Ele é um médico cristão, comprometido com o Evangelho e buscando uma companheira que tenha sua perspectiva de vida. Embora os dois se esbarrem e se sentem atraídos um pelo outro, a fé de um - e a falta de fé de outro - são um obstáculo. Até que, devido a circunstâncias, a atriz se encontra em situação desesperadora, busca abrigo na missão e encontra Deus. Daí para frente, os preconceitos e as barrareiras caem. É um livro lindo, que falou muito ao meu coração. Inclusive me senti impelida a ler mais a Bíblia. Gostei muito.

sábado, 29 de outubro de 2011

Tea with Emma

Livro encerrado, livro começado. "Tea with Emma" foi uma dessas descobertas ocasionais que faço na  Amazon. É  um livro bem leve que fala de uma escritora sem ideias que recebe as xícaras de porcelana de sua tia falecida. E tem uma ideia para um novo romance a partir daí. Para cada xícara, uma história. É uma história dentro da história. O "Emma" da história se refere à Emma de Jane Austen. Um livro gostosinho, bem do jeito que gosto de ler quanto estou exausta.

sábado, 22 de outubro de 2011

Kindle: nova maneira de ler...

Só duas coisas desabonam o kindle para esta nova usuária dos chamados "ereaders":  a falta da capa (amoooo uma capa de livro beeemm bonita) e o cheiro de livro novo. Tirando isso, o kindle é a invenção do século. Pequeno, leve, sem brilho, "customizável", o e-reader da Amazon já é o produto mais vendido pela empresa. E as novas versões, a meu ver, vão estourar as vendas de final de ano. Há muitas razões para se adquirir um brinquedo desse: os livros são mais baratos, não ocupam espaço físico, não juntam poeira e ácaros (os alérgicos agradecem), não dão traça, salvam as árvores e podem ser comprados em qualquer horário do dia ou da noite. Em outras palavras: se você está com insônia, acaba de ler um livro e o sono não chegou, é só entrar na Amazon e escolher entre milhares de títulos. Maravilhoso.
A compra do kindle 3 - agora chamado de keyboard - já é possível pela internet. Os modelos novos ainda estarão por um tempo restritos aos Estados Unidos. Para quem gosta de ler e de viajar, a mala de livros agora fica em casa. Basta uma case fina e o kindle dentro. Leitura garantida.

Cupcake: o brasileiro está descobrindo agora...

Os shoppings já exibem quiosques com cupcakes. Festas de casamento e de formatura já servem esses bolinhos "lindos": coloridos, decorados, cheios de creme (e infelizmente de calorias). Dá uma pena comer... Mas o cupcake não é uma invenção nova. Sua origem é desconhecida, mas há registro de receitas datando do século XVIII!!!  E a guloseima fica maravilhosa com um chá quente, forte, dourado e cheiroso. Para ficar perfeito: num dia frio, com um bom livro na mão!!! Ou o kindle!!! E para relaxar e aproveitar. São as pequenas belezas da vida...



Girl in a gatehouse

Há muitos romances ditos "de época"  publicados. Alguns são realmente bons. Outros são meros pretextos para cenas de sexo. "Girl in a gatehouse"  é um livro do primeiro tipo. Na melhor linha Jane Austen, o livro apresenta personagens complexos, situações de vida complicadas, desencontros e encontros fora de época. Os personagens principais não são "planos", "simples" e nem são poupados de agruras da vida. É um livro gostoso de ler porque não fica claro a princípio porque Maria foi exilada de sua família. Sabe-se apenas que agiu mal. E todo sofrimento consequente de suas opções erradas recaem sobre ela. Altamente recomendável.

Girl in a gatehouse

  Um livro novo para quem gosta de romances de época...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Foram os olhos...

Logo no início de Orgulho e Preconceito, mr. Darcy diz que Lizzie  é apenas "tolerável" e não se sente tentado a dançar com ela. Aos poucos, a figura dela, provavelmente realçada pelo fato de que não se desdobrava para agradá-lo ou bajulá-lo, começa a atrair a atenção do rico rapaz.  Para Caroline Bingley, ele chega a afirmar que nunca tinha visto olhos como os de Elizabeth.  Não foi intencional. Mas ela seduziu-o, encantou-o a ponto de segui-la para Rosings, residência de sua milionária - e conservadora - tia, Lady de Bourgh.  E lá, inesperadamente, é feito o primeiro pedido de casamento. Manchado pelo orgulho, pela vaidade, mas uma declaração de amor à moça que considerava inferior. Os olhos falaram mais alto.

Pride and Prejudice, um sucesso que quase não foi publicado...

Jane Austen começou a escrever sua obra prima em Outubro de 1796. Era uma jovem de menos de 21 anos.  Era costume da família Austen as leituras em voz alta. Seu livro - o grande sucesso que hoje tão bem conhecemos - deve ter servido de distração para a família de sua autora. 
Em 1 de novembro de 1797, mr. Austen  enviou o manuscrito para um editor chamado Thomas Cadell, em Londres.  A resposta foi breve e curta: não.
O livro permaneceu de posse de Jane, sendo usado várias vezes nos citados saraus familiares. Somente o ano de 1813 veio à luz  "Pride and Prejudice."   
Sempre que leio essas histórias, fico pensando na cara da pessoa que recusou uma obra como essa. Que critério foi usado? Para quem escreve, saber que grandes obras foram recusadas deve servir de consolo e de motivo de perseverança. 

sábado, 15 de outubro de 2011

A  TEMPO:  FOTOS DO CHAZINHO MAIS GOSTOSINHO QUE CONHEÇO...



CHOCOLATE COM CHÁ!!!

Chá inglês. Earl Grey

Chá. Não adianta. Pensamos logo em bules finíssimos de porcelana, bolos, toalhas de linho, confeitarias chiques e Inglaterra. O chá inglês é bem conhecido. Pois sempre gostei de testá-los. Um deles em especial sempre me atraiu a atenção: o Earl Grey. Por esse nome, entendemos todo tipo de chá aromatizado com óleo essencial de bergamota. É gostoso. Mas o nome é bem estranho. "Earl" em inglês é conde. Por que um chá teria nome de conde?  A explicação é histórica: Earl Grey foi primeiro ministro britânico na década de 1830 e introduziu esse chá aromatizado no Reino Unido. Ao que parece, o conde recebeu a mistura de presente diplomático e passou a servi-lo a seus convidados. Bem, nunca ouvi falar nele, mas o chá que serviu imortalizou seu nome.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011



TEM QUE ACHAR LINDO... PORQUE É, MESMO!!!   DE NOVO  P&P   PARA  VOCÊ!!!



LIZZIE:  ORGULHO  FERIDO E PRECONCEITO AO JULGAR... E VOCÊ?

FIRST IMPRESSIONS

Dizem que a primeira impressão é a que fica.  Em termos de livros, essa é uma verdade. O nosso primeiro comentário vai para um dos livros mais comentados ao longo dos séculos. Trata-se de "First impressions"  ("Primeiras Impressões"). Não reconhece o título? Não se preocupe. Isso se deve ao fato de que o título citado anteriormente foi o primeiro dado pela autora ao seu manuscrito. Manuscrito, diga-se de passagem, recusado inicialmente para publicação. Você o conhece: "Pride and prejudice" ("Orgulho e Preconceito"), da inglesa Jane Austen.
Embora não tenha sido o primeiro livro publicado por Jane, certamente é o seu mais famoso e uma verdadeira obra prima da literatura universal. A primeira linha do romance ("É uma verdade universalmente aceita que um homem de certa fortuna precisa de uma esposa...") é muito conhecida e muito parodiada.
Li este livro quando eu era adolescente, com meus treze ou quatorze anos. Era uma edição comum, talvez mal traduzida. Mas o texto ficou impregnado na minha mente. Voltei a ter contato com a obra muitos anos depois, já adulta, quando "descobri" que Austen tinha escrito vários outros livros. Li-os. Nenhum, nenhum mesmo me deliciou - e delicia - como P&P. 
Sei que não estou sozinha nessa paixão. Leio "fanfics", sequências, blogs e comentários sobre o livro. Mas, afinal, o que faz com que P&P  suscite tanta paixão? Por que o principal personagem masculino, mr. Darcy, já foi considerado o ideal romântico de muitas mulheres?
Penso que há dois fatores a serem considerados: o primeiro é o fato de que todos nós já fomos enganos por "primeiras impressões" a respeito de alguém ou alguma coisa. Quem nunca pré-julgou outro ser humano e depois, para vergonha própria, descobriu que estava errado? Pois Darcy e Lizzie são os melhores exemplos desse comportamente. Ele a julga insípida, inferior a ele. Ela o julga arrogante e sem coração. Ambos estão enganados. E aí surge, no meu entender, a segunda razão para o sucesso da obra: eles conseguem permitir que seus pré-julgamentos sejam deixados de lado e abrem os olhos para o mundo de possibilidades da convivência amorosa de um com o outro. Nesse ponto, muitos de nós ficamos atrás dos personagens: é muito difícil abrir os olhos para quem é diferente da gente, para quem julgamos irremediavelmente oposto ao que gostamos e valorizamos. E nessa teimosia, nos empobrecemos em nossa experiência de vida.
Se você ainda não leu, comece. "P&P"  tem muito a dizer.   

Por que TEA and TON?

English tea and ton. O título é em inglês, o blog, em português.
Mas, afinal, do que trata este blog?   "Tea"   é uma palavra bem conhecida em inglês e entre nós, brasileiros. "Ton", nem tanto. Na verdade, acredito que somente os leitores de romances de época, ditos históricos, já entraram em contato com o vocábulo. Ele se refere à alta sociedade inglesa do século XIX.
Tea and Ton refere-se, assim, ao hábito inglês de tomar chá e o convívio social de época.
Qual a razão, então, de se criar um blog para falar sobre isso?  Sou leitora de romances de época. Literatura, ironicamente chamada "de mulherzinha".  É aquela literatura ambientada em grandes salões, com nobres, mulheres muito bem vestidas, intrigas amorosas e finais felizes.  Sim, gosto disso. Sempre gostei. E percebo que muitas mulheres se sentem fascinadas por esse mundo tão diferente do seu próprio em que o cavalheirismo, a educação, os valores e a posição exata do homem e da mulher no mundo eram indiscutíveis.
Talvez vejamos nesse tipo de livro um pouco dos contos de fadas que crescemos ouvimos. Talvez seja apenas um modo de sonhar. Não importa. Para mim são maravilhosos.
Diante disso, trago a você um convite: faça um chá bem gostoso, use a sua melhor porcelana e vamos conversar sobre romances. Sonhar sempre traz leveza à alma. Seja bem vinda!!