sábado, 29 de outubro de 2011

Tea with Emma

Livro encerrado, livro começado. "Tea with Emma" foi uma dessas descobertas ocasionais que faço na  Amazon. É  um livro bem leve que fala de uma escritora sem ideias que recebe as xícaras de porcelana de sua tia falecida. E tem uma ideia para um novo romance a partir daí. Para cada xícara, uma história. É uma história dentro da história. O "Emma" da história se refere à Emma de Jane Austen. Um livro gostosinho, bem do jeito que gosto de ler quanto estou exausta.

sábado, 22 de outubro de 2011

Kindle: nova maneira de ler...

Só duas coisas desabonam o kindle para esta nova usuária dos chamados "ereaders":  a falta da capa (amoooo uma capa de livro beeemm bonita) e o cheiro de livro novo. Tirando isso, o kindle é a invenção do século. Pequeno, leve, sem brilho, "customizável", o e-reader da Amazon já é o produto mais vendido pela empresa. E as novas versões, a meu ver, vão estourar as vendas de final de ano. Há muitas razões para se adquirir um brinquedo desse: os livros são mais baratos, não ocupam espaço físico, não juntam poeira e ácaros (os alérgicos agradecem), não dão traça, salvam as árvores e podem ser comprados em qualquer horário do dia ou da noite. Em outras palavras: se você está com insônia, acaba de ler um livro e o sono não chegou, é só entrar na Amazon e escolher entre milhares de títulos. Maravilhoso.
A compra do kindle 3 - agora chamado de keyboard - já é possível pela internet. Os modelos novos ainda estarão por um tempo restritos aos Estados Unidos. Para quem gosta de ler e de viajar, a mala de livros agora fica em casa. Basta uma case fina e o kindle dentro. Leitura garantida.

Cupcake: o brasileiro está descobrindo agora...

Os shoppings já exibem quiosques com cupcakes. Festas de casamento e de formatura já servem esses bolinhos "lindos": coloridos, decorados, cheios de creme (e infelizmente de calorias). Dá uma pena comer... Mas o cupcake não é uma invenção nova. Sua origem é desconhecida, mas há registro de receitas datando do século XVIII!!!  E a guloseima fica maravilhosa com um chá quente, forte, dourado e cheiroso. Para ficar perfeito: num dia frio, com um bom livro na mão!!! Ou o kindle!!! E para relaxar e aproveitar. São as pequenas belezas da vida...



Girl in a gatehouse

Há muitos romances ditos "de época"  publicados. Alguns são realmente bons. Outros são meros pretextos para cenas de sexo. "Girl in a gatehouse"  é um livro do primeiro tipo. Na melhor linha Jane Austen, o livro apresenta personagens complexos, situações de vida complicadas, desencontros e encontros fora de época. Os personagens principais não são "planos", "simples" e nem são poupados de agruras da vida. É um livro gostoso de ler porque não fica claro a princípio porque Maria foi exilada de sua família. Sabe-se apenas que agiu mal. E todo sofrimento consequente de suas opções erradas recaem sobre ela. Altamente recomendável.

Girl in a gatehouse

  Um livro novo para quem gosta de romances de época...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Foram os olhos...

Logo no início de Orgulho e Preconceito, mr. Darcy diz que Lizzie  é apenas "tolerável" e não se sente tentado a dançar com ela. Aos poucos, a figura dela, provavelmente realçada pelo fato de que não se desdobrava para agradá-lo ou bajulá-lo, começa a atrair a atenção do rico rapaz.  Para Caroline Bingley, ele chega a afirmar que nunca tinha visto olhos como os de Elizabeth.  Não foi intencional. Mas ela seduziu-o, encantou-o a ponto de segui-la para Rosings, residência de sua milionária - e conservadora - tia, Lady de Bourgh.  E lá, inesperadamente, é feito o primeiro pedido de casamento. Manchado pelo orgulho, pela vaidade, mas uma declaração de amor à moça que considerava inferior. Os olhos falaram mais alto.

Pride and Prejudice, um sucesso que quase não foi publicado...

Jane Austen começou a escrever sua obra prima em Outubro de 1796. Era uma jovem de menos de 21 anos.  Era costume da família Austen as leituras em voz alta. Seu livro - o grande sucesso que hoje tão bem conhecemos - deve ter servido de distração para a família de sua autora. 
Em 1 de novembro de 1797, mr. Austen  enviou o manuscrito para um editor chamado Thomas Cadell, em Londres.  A resposta foi breve e curta: não.
O livro permaneceu de posse de Jane, sendo usado várias vezes nos citados saraus familiares. Somente o ano de 1813 veio à luz  "Pride and Prejudice."   
Sempre que leio essas histórias, fico pensando na cara da pessoa que recusou uma obra como essa. Que critério foi usado? Para quem escreve, saber que grandes obras foram recusadas deve servir de consolo e de motivo de perseverança.